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Como precificar combo e rodízio de sushi sem perder margem

  • 11 de mai.
  • 4 min de leitura
Como precificar combos de sushi

Combo e rodízio são os dois formatos mais vendidos no mercado de sushi no Brasil. E são também os dois formatos onde mais sushimans perdem dinheiro sem perceber.


O motivo é sempre o mesmo: o preço foi definido olhando para o concorrente, não para o próprio custo. E quando o custo sobe — peixe, embalagem, plataforma de delivery — o preço não acompanha porque ninguém sabe exatamente onde está o limite.


Neste artigo você vai entender como estruturar a precificação de combos e rodízio com base no custo real, sem depender de chute ou de referência de mercado.


A diferença entre precificar combo e precificar rodízio

Os dois formatos têm lógicas diferentes e erros diferentes. É importante separar antes de calcular.


Combo

Você vende um conjunto fixo de peças por um preço fechado. O custo é previsível porque a composição não muda. O risco principal é não ter calculado o custo de cada peça corretamente antes de montar o combo.


Rodízio

Você vende acesso ilimitado por um preço por pessoa. O custo é variável porque depende de quanto cada cliente consome. O risco principal é o cliente que consome muito mais do que a média — e derruba a margem do turno inteiro.


Como precificar um combo de sushi

A lógica é direta: some o custo de ingredientes de cada peça do combo, aplique a margem desejada, adicione os custos operacionais rateados.


Passo 1 — Calcule o custo de ingredientes de cada peça

Antes de precificar o combo, você precisa saber o custo por peça de cada item que o compõe. Some o custo de ingredientes de todas as peças do combo. Esse é o seu CMV do combo.


Passo 2 — Adicione os custos operacionais

Ingredientes são só uma parte do custo. Para cada combo vendido, você também tem:

  • Embalagem — bandeja, saquinho, gel de gelo, fita, sachês. Some tudo.

  • Taxa de plataforma — iFood, Rappi e similares cobram entre 12% e 30% sobre o valor do pedido. Esse percentual precisa estar no cálculo.

  • Mão de obra proporcional — quanto tempo leva para montar o combo? Divida o custo/hora do sushiman pelo número de combos produzidos na hora.

  • Rateio de custos fixos — aluguel, energia, gás, internet, sistema. Divida o total mensal pelo número de combos vendidos no mês.


Custo total do combo = CMV + embalagem + taxa de plataforma + mão de obra + rateio de fixos


Passo 3 — Defina a margem e calcule o preço mínimo

Preço mínimo = Custo total ÷ (1 - margem desejada)

Esse é o menor preço que cobre todos os custos e ainda entrega a margem desejada. Abaixo disso, você está subsidiando o cliente.


Como precificar o rodízio

O rodízio tem uma variável que o combo não tem: o consumo médio por pessoa. Você precisa conhecer esse número antes de definir qualquer preço.


Passo 1 — Calcule o consumo médio por cliente

Durante pelo menos duas semanas, registre quantas peças cada cliente consome em média por turno. Separe por tipo de dia — fim de semana costuma ter consumo maior que dia de semana.


Passo 2 — Calcule o custo médio por cliente

Custo médio por cliente = Σ (custo por peça × quantidade média consumida daquela peça)

Não use só o custo das peças mais baratas — o cliente vai pedir as mais caras também. O cálculo precisa refletir o mix real de consumo.


Passo 3 — Adicione os custos operacionais por pessoa

  • Mão de obra proporcional ao tempo de atendimento

  • Rateio de custos fixos (aluguel, energia, limpeza)

  • Descartáveis e higiene

  • Perdas e desperdício operacional


Passo 4 — Defina o preço por pessoa com margem

Preço por pessoa = Custo total por cliente ÷ (1 - margem desejada)

Rodízios financeiramente saudáveis sempre têm alguma trava — tempo limitado, limite de pedidos de peças premium, ou diferenciação de preço para itens especiais. A precificação correta assume o pior cenário razoável, não o melhor.


O erro mais comum na precificação de rodízio

Definir o preço por pessoa baseado no custo das peças mais baratas e torcer para que a média de consumo fique baixa. Isso funciona até o dia em que aparecer um grupo que consome o dobro da média. Naquele turno você vai perder dinheiro — e se esse grupo vier com frequência, vai perder todo mês.


Quando revisar o preço do combo ou rodízio

  • Sempre que o preço de um ingrediente principal subir mais de 10%

  • Quando trocar de fornecedor ou embalagem

  • Quando a plataforma de delivery mudar a taxa

  • A cada 3 meses como revisão de rotina, mesmo sem mudanças visíveis


Monte sua precificação completa com modelos prontos

Os cálculos deste artigo ficam muito mais rápidos com uma planilha estruturada. No Guia de Ficha Técnica e Precificação para Sushimans você encontra modelos prontos para calcular o custo por peça, montar combos e simular diferentes cenários de rodízio — incluindo o impacto de variação no consumo médio. Disponível em breve na loja do Guia do Sushi.

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